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Festival Afro Tambor no Valongo promove celebração da cultura negra na Zona Portuária do Rio
Festival Afro Tambor no Valongo promove celebração da cultura negra na Zona Portuária do Rio
Evento gratuito terá música, dança, oficinas e gastronomia nos dias 28 e 29 de junho, com atividades no Quilombo Cultural Casa do Nando e no MUHCAB
Nos dias 28 e 29 de junho de 2025, o Festival Afro – Tambor no Valongo promete movimentar a Zona Portuária do Rio de Janeiro com uma verdadeira celebração das culturas afro-brasileiras. Com entrada gratuita, o evento é uma realização do Grupo Tambor de Cumba, com produção e direção artística de Aninha Catão, e tem como missão valorizar o tambor como elemento ancestral de conexão e resistência. Ao longo de dois dias, o público terá acesso a uma programação rica em música, dança, gastronomia e vivências coletivas que resgatam tradições e saberes afro-brasileiros.
A escolha da Zona Portuária como território-sede do festival carrega um simbolismo fundamental. A região do Valongo é marcada por profundas raízes históricas ligadas à presença negra no Brasil, sendo local de memória e de potência cultural. É justamente nesse contexto que o evento busca transformar o espaço em um grande palco de celebração e afirmação da herança afrodescendente.
Aninha Catão, diretora artística do festival e fundadora do Grupo Tambor de Cumba, destaca que o tambor é mais que um instrumento musical: ele é portal, é corpo, é espírito. Segundo ela, o som ancestral ecoa e conecta passado, presente e futuro das tradições negras.
— O tambor é o coração dos nossos ritos, das nossas celebrações e das nossas lutas. Ele pulsa as histórias que muitas vezes foram silenciadas, mas que seguem vivas em cada toque, em cada dança, em cada corpo presente. Esse festival é sobre isso: sobre ouvir o que o tambor tem a dizer e reconhecer a força que nos movimenta há séculos – afirmou.
A programação do festival se divide entre dois espaços simbólicos da cidade. No sábado (28), o Quilombo Cultural Casa do Nando, na Rua Camerino, 176, Centro, recebe oficinas, apresentações culturais e shows que atravessam ritmos como maracatu, coco, jongo, forró e samba de roda. Já no domingo (29), o MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, na Gamboa, será palco de rodas de conversa, manifestações artísticas e encerramento com discotecagem.

A diretora também ressalta que o festival não é apenas um espaço de fruição, mas também de formação, escuta e diálogo. Para Aninha, reunir diferentes expressões artísticas em um mesmo território é um ato político e coletivo de reconstrução de imaginários.
— A gente planta esse tambor como quem finca uma bandeira de memória e identidade. Quando reunimos artistas, pensadores e fazedores da cultura preta, estamos dizendo que esse território nos pertence. É um chamado para lembrar que o Valongo não é só um ponto histórico: é um ponto de partida para um futuro construído com consciência e afeto – completou.
Durante os dois dias, o público também poderá visitar a Feira Cultural Africanidade (Empório Afro) e saborear os quitutes da tradicional Juju do Acarajé, compondo uma experiência sensorial completa. O evento oferece ainda um almoço afro em ambos os dias, criando um ambiente de acolhimento, troca e vivência dos sabores da ancestralidade.
Programação completa:
SÁBADO | 28 de junho | Casa do Nando – Rua Camerino, 176 – Centro
- 12h – Almoço Afro
- 14h – Oficina de Maracatu Tambor de Cumba (Rumenig Dantas e Aninha Catão)
- 17h – DJ Nando
- 18h – Jongo, Coco e Samba de Roda com Tambor de Cumba
- 21h – DJ Nando
- 22h – Forró Malungo Dengo
- 00h – DJ Nando
DOMINGO | 29 de junho | MUHCAB – Rua Pedro Ernesto, 80 – Gamboa
- 12h – Almoço Afro
- 13h – Roda de Conversa “Dança e Acessibilidade” com Ety Faria
- 14h – Batikum Afro
- 15h – Maracatu Tambor de Cumba
- 18h – DJ Nando
Fotos: Vinicius Tognarelli
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